terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Situação de abandono da Rodoviária de Guarapuava

Hoje recebi um e-mail de Paulo Benines - a quem agradeço a colaboração -, de Guarapuava/PR. Neste e-mail ele envia duas reportagens, que reproduzo abaixo, sobre a situação de abandono da Rodoviária de Guarapuava. Aliás, algumas das situações que são colocadas nas reportagens dos dois órgãos de imprensa locais também ocorrem em outras cidades do interior paranaense. Em Ivaiporã, por exemplo, nas vezes que chegava à cidade ou ia embora deparei com muitos indígenas acampando em uma das baias da plataforma de embarque. De todo o modo, espero que a Prefeitura do Município de Guarapuava tome providências quanto às queixas apresentadas nas reportagens.

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Falta de prestação de serviços e matagal tomam conta da Rodoviária
 
Motivadas pelas festas de final de ano centenas de pessoas chegam ou deixam Guarapuava de ônibus. O fluxo de passageiros deve aumentar em até 40% até amanhã, sábado (24), de acordo com empresas de ônibus que operam na Rodoviária Municipal de Guarapuava. A situação do local, porém, está despertando críticas. Sem fraldário, sem manutenção dos banheiros, sem central de informações, entre outras necessidades, a Rodoviária construída há 19 anos, provoca uma má impressão. Maria de Lourdes Pereira chegou de Londrina e teve vontade de conhecer o salto São Francisco, divulgado em reportagem da TV Tarobá, de Cascavel. Desceu do ônibus e foi em busca de informações, reclamando de não ter encontrado um folder sequer à disposição das pessoas que aportam na cidade. “É uma pena porque daqui vou para São Miguel do Oeste - SC e poderia levar material para minhas cunhadas. Fiquei decepcionada com a falta de estrutura da rodoviária. Em Londrina, onde moro, a rodoviária tem ampla sala de turismo e isso cativa o turista a conhecer pontos turísticos e a notícia boa se espalha, e ao contrário também ocorre quando a má notícia se espalha”, lamentou.
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Antonio Luiz de Oliveira mora em Foz do Iguaçu e estava em Guarapuava a serviço. “Estou aqui há horas e não encontrei nada para fazer. Nem uma lan-house, nem relógio, nem uma lanchonete boa”, reclama. Além da falta de estrutura interna, a rodoviária de Guarapuava apresenta outros problemas externos, como uma valeta aberta pela Prefeitura em 2009, juntamente com alguns piquetes de madeira, cuja intenção era impedir que motoristas estacionassem os veículos em cima da grama. A valeta porém, se transformou num depósito de lixo. A RSN tentou contato com o presidente da Surg, Fernando Alberto dos Santos para comentar o assunto, mas ele não foi encontrado e não retornou as ligações.


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Vandalismo na Rodoviária de Guarapuava – PR compromete
 
Em 09 de dezembro de 2012, a rodoviária de Guarapuava – PR (cidade localizada a 250 Km de Curitiba), vai celebrar 20 anos da sua inauguração, quando substituiu a estação da fonte como terminal rodoviário do município. Nesse tempo, nenhuma intervenção significativa foi feita em sua estrutura. Os problemas são agravados pela presença de usuários de drogas, vândalos e moradores de rua, o que geralmente resulta em vandalismo do patrimônio público, conforme reclamações feitas por leitores e pessoas que trabalham no local feitas ao Jornal Diário. Várias são as dificuldades, incluindo problemas estruturais, como goteiras, infiltração de água e a parca vedação contra o vento (que incomoda principalmente no inverno). Mas, possivelmente o maior empecilho é a presença constante de usuários de drogas e de vândalos. Os resultados são a freqüente depredação do patrimônio publico, em especial, dos banheiros, e o incômodo dos demais usuários da rodoviária.

Outra situação apontada por leitores do Diário de Guarapuava é a presença de indígenas, que usam a área externa do terminal pra acampar. A reportagem do Diário esteve no local na noite do dia 11/01 e constatou apenas um rapaz visivelmente entorpecido. Não havia índios nessa noite. Funcionários dos guichês e taxistas afirmaram que normalmente há presença mais intensa de drogaditos e arruaceiros.

Em seus primeiros anos, o terminal possuía uma sala especial onde ficavam permanentemente policiais militares para vigiar e proteger a estrutura e os usuários. Depois que a parceria entre o município de Guarapuava e a Policia Militar foi desfeita, não existe mais a proteção ostensiva no local. “Temos os guardiões, mas eles estão aqui apenas para vigiar o patrimônio, e não podem interferir na presença de usuários de drogas como os policiais”, afirmou a funcionária encarregada da rodoviária, Elizabete Rosoha. “Não adianta só a ronda com a viatura, precisaria ter alguém fixo”.

Sem policiamento, frequentemente alguma parte do patrimônio publico é destruída. Lixeira, orelhões e bancos são alvo comuns do vandalismo, mas nenhuma área teve de ser arrumada tantas vezes quanto os banheiros. Até que em agosto de 2011, os banheiros foram retirados de seu local antigo (no bloco posterior) para serem colocados mais próximos à zona de embarque, bem perto da sala de administração. Contudo, a medida não adiantou: nos últimos seis meses, os sanitários foram cinco vezes alvo de arruaça, e atualmente estão aos pedaços. Muitos vasos sanitários não têm tampa e, em alguns boxes, se quer há vaso ou papel higiênico. Nas portas que sobraram, em várias delas faltam os trincos.

USUÁRIOS
Na opinião do trabalhador rural Alcides Correia dos Santos, que faz frequentemente o translado entre Guarapuava e Inácio Martins (município distante 70 KM de Guarapuava), a rodoviária guarapuavana tem boa estrutura, é espaçosa e arejada,mas carece de manutenção. “Quando chove, dá muita goteira e empoça muita água bem aqui perto do embarque. É um perigo”, destacou. No entanto, nada o incomoda tanto quanto a falta de um bom banheiro. “Quem nunca passou um aperto enquanto esperava o ônibus? E esses banheiros, infelizmente não da para usá-los. O vaso não tem tampa e nunca tem papel higiênico. A gente acaba pagando pelo estrago que os outros fazem”. Já o montador Carlos Cezar Loures, que reside em Pinhão – PR, cerca de 50 Km de Guarapuava, chama mais atenção para a segurança da rodoviária. Segundo ele, que por várias vezes já precisou passar a madrugada toda no terminal, o local é tenebroso à noite. “Não tem ninguém para vigiar. Dá medo até de fechar os olhos um pouco, porque é cheio de gente estranha, de drogados e pedintes. Aqui é muito necessário um policial que fique direto” afirmou. Para a doméstica Eleonora Correia Djundbaswki, muita coisa melhorou na rodoviária nos últimos meses, especialmente em relação à limpeza. “Agora está tudo sempre limpo, dá pra ver que está tudo bem cuidado”, frisou. Entretanto, ela acredita que a administração peca na manutenção. “Em algumas partes da rampa, está faltando o piso de borracha. Quando chove, fica liso e arrisca escorregar com mala e tudo”, acrescentou.

Prefeitura de Guarapuava pedirá a Policia Militar que intensifique policiamento em torno da rodoviária

Para tentar reduzir os atos de vandalismo e a presença de usuários de drogas e pedintes dentro e no entorno da rodoviária, a Prefeitura de Guarapuava aumentou o número de guardiões que vigiam o local. Entretanto embora a Polícia Militar tenha mais poder de intervenção, aparentemente não existe intenção do Executivo em retomar a parceria como a que existia antigamente, em que havia uma sala para a PM na rodoviária. O que a prefeitura pretende fazer é pedir ao batalhão que intensifique as rondas nas proximidades. Os vândalos descritos pela administração da rodoviária não são apenas os usuários de drogas que circurdam o local. Na verdade, são também os indígenas que frequentemente estragam parte da estrutura ao usar os banheiros como lavatórios e como espaço para lavar roupas e eventualmente até para dormir, e jovens aparentemente comuns, mas que não respeitam as normas do terminal e andam de skyte ou bicicleta dentro do saguão e não raramente danificam o patrimônio por pura algazarra. De qualquer forma, a única solução aparente é o policiamento intensivo do local. Para tentar reduzir o problema, a prefeitura informou que aumentou o contingente de guardiões na rodoviária, mas não detalhou o número. Questionada a respeito de retomar a parceria que havia antes entre a PM e o município, quando policiais ficavam em tempo integral na rodoviária, a Secretaria de Administração respondeu, através da assessoria de imprensa, que a prefeitura entrará em contato com o comandante do 16º BPM “solicitando o aumento das rondas no entorno da rodoviária, principalmente no período noturno e nos finais de semana”.

Reportagem do jornalista Harald Essert, do Jornal Diário de Guarapuava - PR do dia 14/01/2012.

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