Desde o seu lançamento, no começo deste ano, o NeoBus Mega BRT passou a simbolizar o novo e o moderno em termos de sistema de transporte. Em Curitiba, foram os veículos que renovaram a frota de articulados e convencionais da cidade. Já no Rio de Janeiro, simbolizam uma modernização em um sistema de transporte desorganizado e ultrapassado.
Parte dessa modernidade, vêm nos Megas BRS, nome dado aos veículos em sua versão básica no Rio de Janeiro, em referência aos corredores BRS que estão sendo criados – e do qual falaremos nos próximos dias.
Os Megas BRS, pertencentes à Translitorânea Turística, possuem chassi Scania K230 – piso baixo – e circulam em várias linhas centrais do Rio de Janeiro. Circulamos em algumas delas para verificar a performance do veículo.
No geral, ele agradou. Diferentemente dos seus irmãos bi-articulados de Curitiba, estes não tremem tanto nas trepidações. Os bancos, assim como na versão articulada, ficam sobre uma plataforma, deixando o passageiro no nível de um ônibus com piso alto. Apenas as áreas de trânsito de passageiros e o local onde fica o cadeirante é que estão diretamente no piso baixo.
Aparentemente todos eles entraram em circulação com plástico nos bancos. Tanto que alguns ainda ostentam pedaços de plásticos no assento. Outra curiosidade é que alguns dos veículos possuem fotos da cidade do Rio de Janeiro, tal qual o Mega BRS exposto na Transpúblico, em agosto passado. Uma iniciativa interessante e que é complementada pelos belos trajetos de algumas linhas. Uma delas é a 523 Alvorada - Leme. Essa linha passa por uma avenida que beira o mar, o que garante uma belíssima visão.
Nas reformulações dos sistemas de transporte, ônibus com desenhos arrojados são o principal chamaris para marcar as alterações que pretende-se fazer. Vide o Caio Papa-Fila e o Millennium I, em 1998, e o Caio Top Bus em 2003, nas reformulações paulistanas. O Mega BRS/BRT, por essa qualidade, se encaixa nesse perfil. Além de Curitiba e do Rio, várias unidades foram vendidas para Manaus e Goiânia. Mas nenhum sistema vive só de veículos arrojados e confortáveis. Vive principalmente de de agilidade, frequência, pontualidade e baixo custo. E são essas as qualidades que os cariocas mais desejam ver em seu sistema de transporte.

0 comentários:
Postar um comentário